[TRADUÇÃO] 15 anos de “Mr. Brightside”: A Rolling Stone entrevistou o Brandon em comemoração ao aniversário de lançamento da música!

  • Comemorando os 15 anos de lançamento da icônica “Mr. Brightside”, Brandon concedeu uma entrevista para a revista Rolling Stone, onde ele conta mais detalhes da criação desse verdadeiro hino!

Acompanhe a tradução abaixo:

The Killers: Como nós escrevemos “Mr. Brightside”.

Brandon Flowers relembra como um rompimento na vida real inspirou um triunfo da música.

“Quem teria pensado que a traição seria tão boa?”, Brandon Flowers, do The Killers, pergunta com uma risada enquanto reflete sobre o primeiro single pulsante de sua banda, “Mr. Brightside”. “Ainda me lembro dos pelos do meu braço em pé quando ouvi nossa demo pela primeira vez”.

Já faz 15 anos desde que o grupo lançou a faixa, uma declaração pungente de um coração partido enquanto Flowers vê sua ex com outro cara. O primeiro lançamento do The Killers, “Mr. Brightside”  foi mais como um ataque de pânico do que uma música pop, e a acrimônia foi recompensada. A canção foi para o número 10 nos EUA e no Reino Unido e desde então foi certificada dupla platina aqui (EUA) e tripla platina na Grã-Bretanha.

Flowers escreveu as letras no final de seu primeiro relacionamento sério, quando tinha 19 ou 20 anos. Ele morava em um quarto que alugou de sua irmã por US$ 200 por mês na época, e a inspiração o atingiu. “Eu realmente teria escrito em papel de caderno com uma caneta”, diz ele, parecendo melancólico sobre o passado. “Eu não estava escrevendo em um celular ainda. Você não escreve mais com caneta e papel.”

Ele conheceu o guitarrista Dave Keuning por volta dessa época, que já havia escrito o que se tornaria a música da faixa, e a dupla usou uma bateria eletrônica para gravar uma demonstração bruta da música, que eles lançaram anos depois na compilação Direct Hits. Foi então que a estrutura tomou forma. “Eu não escrevi um segundo verso, então apenas o cantei novamente”, diz Flowers sobre a repetitividade da música. “Eu mudei algumas palavras e há um pouco de ênfase diferente no segundo verso, mas isso foi apenas uma espécie de procrastinação. Às vezes dar certo, eu acho”. A gravação é suja, e Flowers quase grita durante os versos, mas mostra a emoção crua com a qual eles estavam trabalhando.

Flowers inspirou-se na linha vocal de “Queen Bitch”, de David Bowie, e todos esses anos depois demonstram como as duas músicas têm uma cadência semelhante, cantando as letras de Bowie: “E eu estou chamando um táxi / Porque sinto um embrulho no estômago / E tem um gosto na minha boca, que não parece com nada”.

“Eu estava obcecado com o Hunky Dory quando eu tinha 19 anos”, diz ele. “Há uma urgência para isso, e parecia que ele se referia com negócios, então eu estava tipo, ‘Tudo bem, eu quero fazer isso’”. Mas quando ele cantou, ele tentou emular outro artista associado com Bowie: Iggy Pop. “Se você ouvir o disco Lust for Life, Iggy faz uma entrega monótona em ‘Sweet Sixteen’ e eu estava tentando soar assim”, diz Flowers. “É só que tenho uma voz mais doce do que Iggy, e eu era criança, então saiu do jeito que foi”.

Eventualmente Flowers e Keuning encontraram outros músicos para tocar, incluindo o baterista Matt Norcross, que foi o primeiro a dar uma boa batida à música. A bateria abriu a música para o duo. “[Matt] tinha a bateria montada em sua sala de estar, e ainda não tínhamos um baixista, então eu apenas segurava o baixo, e lembro que nós partimos disso”, diz o cantor. “Foi fantástico. Foi uma canção catártica. Eu não sabia se é isso que todos sentiam em uma banda”.

Eventualmente, a formação do Killers se encaixou com o baixista Mark Stoermer, e o substituto de Norcross, Ronnie Vannucci Jr., e a banda estava pronta para gravar o que viria a ser o seu inovador LP, Hot Fuss. “Nós tínhamos muitas músicas nos primeiros dias e eu acho que ‘Mr. Brightside’ foi a primeira música que terminamos de escrever”, lembra Flowers. “Então [o álbum do Strokes] Is This It saiu e percebemos que o bar havia sido criado”, ele ri. “Nós jogamos fora tudo o que tínhamos, exceto ‘Mr. Brightside’ e continuamos escrevendo e finalizando Hot Fuss”.

A banda sabia que eles tinham um hit nas mãos quando tocaram a música no festival Glastonbury da Inglaterra. A banda tocava muito e a música foi lançada no rádio do Reino Unido. Eles estavam tocando na tenda John Peel do festival e, quando chegaram a essa música, “isso se deu”, de acordo com Flowers. “Parecia filmagens dos Sex Pistols, ele sinaliza.

Desde então, ele ouviu a música em todos os lugares, de cassinos a mercearias, e o time de futebol americano da faculdade, o Michigan Wolverines, começou a usá-la em seus jogos.

Embora Flowers seja surpreendido pela maneira como a música decolou, ele entende completamente seu efeito. “Há uma qualidade anthemica nos pré-refrões, e aprendemos muito sobre coisas desse tipo ao ouvir o Oasis, diz ele. “Você pode realmente ouvir essas influências se infiltrando no Hot Fuss e na maneira como montamos o refrão em ‘Somebody Told Me’ ou ‘Mr. Brightside’. Eu acho que a qualidade anthemica é que eu estou tentando vencer [a do Oasis] ‘Don’t Look Back in Anger’ ou ‘Where the Streets Have No Name’. Flowers faz uma pausa e ri. “É insano pensar que é o que eu estava pensando na época, mas é nisso que eu estava pensando”.

Fonte: Rolling Stone

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